A sanção da Legislação Estadual nº 6.824/07 em 02 de julho de 2007, pelo Governo do estado de Alagoas surge como um significativo espaço para a construção de uma pedagogia fundada na tolerância,no respeito, na alteridade e na interculturalidade, valendo-se da interdisciplinaridade e de abordagens e metodologias como uma resposta institucional de promoção a equalização de oportunidades de acesso, permanência e sucesso de alunos alunas negras à Educação Básica e combate uma das formas histórico-cultural de violência aos direitos humanos que é o racismo. Ao sancionar a legislação estadual o Governo potencializa políticas públicas abrangentes e cria espaço para a incorporação de paradigmas nos currículos escolares da história positiva da África, dos afro descendentes Brasileiros e alagoanos. A isso chamaremos educação cidadã.
Sem dúvida, a melhor arma para acabar, a longo prazo, com o fantasma do racismo e da discriminação racial é a educação, seguida do respeito à igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, conscientizando o novo cidadão /cidadã de que a cor da pele ou determinadas características humanas não fazem do indivíduo uma pessoa melhor ou pior, muito menos indigna dos mesmo direitos que lhe assiste. A cidadania deve ser plena para todos: mulheres e homens negros, brancos, favelados, ricos e pobres.
Partindo desse pressuposto a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte através do Núcleo Temático Identidade Negra na Escola promove dia 25 de julho de 2007 – Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha – o Encontro Afro Alagoano de Educação: Cidadã Invisíveis:Mulheres Negras Aprisionadas, que ocorrerá no Estabelecimento Prisional Feminino Santa Luzia, das 08 às 12 horas, tendo como sujeitos de direito 72 mulheres aprisionadas, 80% negras e 90% analfabetas.O papel da escola, dos meios de comunicação e da população em geral é de fundamental importância no combate ao racismo. O racismo que se infiltrou pode, da mesma forma, ser retirado do nosso convívio se houver uma participação clara e ativa da população. Não se trata de utopia, mas de um objetivo a ser alcançado.
Acreditamos que encontros como estes servem para expor a invisibilidade social na perspectiva de gênero e étnico- cultural e alertar a cultura societal de que é preciso articulações –sob a ótica dos diferentes sujeitos e ideologias social-calcadas entre a estrutura pública estatal, a iniciativa privada e a sociedade para quebrar o ciclo vicioso da violência humana que a discriminação racial incita. E, principalmente possibilitar principalmente um espaço de voz e de auto-estima para mulheres negras ou não, aprisionadas na busca de criar mecanismos de parceria para a ressocialização das mulheres aprisionadas. Nosso desafio com o Encontro Afro Alagoano de Educação Cidadãs Invisíveis: Mulheres Negras Aprisionadas, no dia 25 de julho- Dia Internacional da Mulher Afro Latina Americana e Caribenha é criar espaços de discussão e reflexão sobre a visando rediscutir a associação perversa entre negritude, pobreza e criminalidade produzida historicamente e consolidada pela cultura jurídica brasileira.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Secretaria Estadual de Educação Promove Encontro Alagoano de Educação no Presidio Santa Luzia
domingo, 19 de agosto de 2007
Reeducandas Ganham Carteiras de Identificação

Reeducandas ganham carteiras de identificação para controle de visita a companheiros
Começa a funcionar a partir desta quinta-feira (16) as carteiras de identificação das 34 reeducandas do Presídio Santa Luzia que visitam duas vezes por semana os maridos ou companheiros que também cumprem pena em alguma unidade prisional.
A medida, adotada pela nova diretora-geral do presídio feminino, vem proporcionar maior controle na recepção de esposas/companheiras de reeducandos entre as unidades prisionais.
“A visita ao companheiro detido é previsto no parágrafo nono do artigo 223 do Regulamento do Sistema Penitenciário Alagoano e tem a autorização da Vara de Execuções Penais. Com as carteiras estamos otimizando a fiscalização da ida das reeducandas para os presídios masculino, ocorrido duas vezes por semana”, explicou a diretora do presídio Silmara Mendes.
Na carteira de identificação contam os dados pessoais e foto da reeducanda, além do nome do marido/companheiro e o presídio, o módulo e a cela em que a detenta será recepcionada.
As visitas das 34 reeducandas nos presídios masculinos acontecem todas as quintas-feiras e domingos, das 9h às 17h. A cada 15 dias, as detentas têm direito ainda de participarem dos pernoites nas unidades prisionais.
O traslado das reeducandas é feito por agentes penitenciários do Presídio Santa Luzia. Ao chegar no presídio masculino, a direção daquela unidade prisional é responsável pelo encaminhamento da reclusa até o módulo onde seu companheiro cumpre pena.