segunda-feira, 24 de setembro de 2007

De quanto será o nosso?


Polícia Civil: proposta do governo é de 22%

Os policiais conquistaram na justiça a correção salarial de 100,68% de inflação















O presidente da Comissão de Negociação, Júlio Bandeira, levou para a categoria uma proposta salarial de 22%. As datas-bases de 2004 e 2006 não foram cumpridas, além do policiais terem conquistado na justiça a correção salarial de 100,68% de inflação (período de 1998 a 2006).

A tabela apresentada para o cronograma de implantação parcelado em 36 meses para começar em setembro. Os pisos da categoria ficariam em: A – R$ 1.624.00 / B- 1.867.60 / C – R$ 2.147.75 e D- R$ 2.469.90.

Segundo informações contidas na tabela o reajuste estará assegurado para servidores da ativa, aposentados, inativos e pensionistas.

Ao receber a proposta o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Carlos Jorge da Rocha, disse que vai apresentar a proposta em respeito a comissão. “Vou apresentar a tabela para a categoria, mas acho uma afronta a proposta colocada”, lamentou o sindicalista.

Também estiveram presentes no encontro a Confederação dos Trabalhadores dos Policiais Civis (Cobrapol), Jânio Gandra, o cononel Robson Gomes Cavalcante, Geraldo Magella, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Isaac Jackson e Lenilda Lima, entre outros.

Nova reunião

Na próxima segunda-feira a comissão de negociação se reuni mais uma vez com o Sindpol.

Assembléia

Na próxima terça-feira, dia 18, o Sindpol vai realizar assembléia geral, às 15h, no auditório do Sindicato para decidir sobre a proposta anunciada nesta tarde.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Essa daí o Henrique comia sozinho


Dava pra fazer uns dois caldeirões de sopa.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Operação Padrão

Agentes realizam operação padrão nos presídio de Alagoas
Da Redação
Sionelly Leite/Alagoas24horas/Arquivo

Agentes realizam operação padrão até nova negociação com o governo
Com o objetivo de pressionar o Governo para abrir a discussão sobre o reajuste salarial, os agentes penitenciários concursados realizam a partir de hoje uma operação padrão em todos os presídios do Estado, entre os horários de 7h às 10h, diariamente, até a nova rodada de discussão com a Comissão de Negociação.
A ação paralisa, neste período, as ações de escolta e encaminhamento de presos ao médico. “No período de operação padrão, os agentes apenas encaminharão ao médico os casos de emergência. Hoje não deixamos de receber os visitantes, nem de servir a alimentação dos presos, mas não fizemos escolta nos deslocamentos dos presos, que é um serviço constante”, explicou o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Jarbas de Souza.
Na manhã de ontem, os agentes tiveram a primeira reunião com a Comissão de Negociação do Governo e, segundo Jarbas, foi pedido mais 15 dias para que o Estado analise o reajuste solicitado pela categoria e apresente uma proposta.
“Estamos a um mês reivindicando a equiparação salarial com o atual salário dos policiais civis, que é de R$ 1.330. A categoria não gostou do prazo dado pelo Governo para tratar a questão e decidiu realizar a operação padrão, não descartando a possibilidade de greve caso a proposta apresentada não seja satisfatória”, afirmou o sindicalista.
Jarbas de Souza chama ainda a atenção para o fato de os policiais militares ainda não estarem fazendo guarda externa dos presídios e das guaritas. Segundo o sindicato, havia um acordo com o prazo para 3 de setembro com a Intendência Geral do Sistema Penitenciário para que fosse feito um plano de ações da PM nos postos de responsabilidades do Batalhão de Policiamento de Guarda (BPGD) e até o momento nenhuma medida foi adotada.
“A secretaria está querendo nos responsabilizar pela guarda das guaritas, mas não é nossa função, para isso é que existe o BPGD. Não é nossa atribuição e ainda não temos estrutura para fazer o trabalho, por isso estamos sofrendo constantemente resgate de presos nas unidades prisionais”, completou.
A nova reunião com a Comissão de Negociação para apresentação da contra-proposta do Governo acontece no próximo dia 20, no Palácio República dos Palmares.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Até Quando ?

PE: carcereiro é assassinado em rebelião de presos


Os presos do Centro de Triagem de Abreu e Lima (Cotel), na região metropolitana de Recife, começaram uma rebelião na noite desta quarta-feira. O carcereiro de um pavilhão foi assassinado. Os detentos colocaram fogo em colchões e móveis das celas, reivindicando, segundo informações preliminares, mais dias de visitação na unidade.

Segundo informações de um dos policiais militares que está no local, o carcereiro era conhecido por Salgueiro. Ele teria sido morto com golpes de armas artesanais e teve o corpo queimado junto com colchões.

Os homens do Batalhão de Choque entraram no presídio com bombas de efeito moral e extintores de incêndio. Com a ajuda do Corpo de Bombeiros, eles tentam controlar o tumulto e o incêndio. O presídio tem capacidade para cerca de 311 pessoas, mas hoje está com 983 presos. Ainda não há informações sobre feridos.

Inicialmente, o Cotel era para ser apenas um local de triagem dos detidos para serem enviados para as outras unidades prisionais de Pernambuco. No entanto, devido à superlotação das outras unidades, o local terminou mantendo detentos permanentemente.

Fonte: Terra

PRESSÃO NO GOVERNO

OPERAÇÃO PADRÃO

FICOU DECIDIDO EM ASSEMBLÉIA PARA PRESSIONARMOS O GOVERNO QUE A PARTIR DESTA QUINTA TERÁ INICIO O QUE DENOMINAMOS "OPERAÇÃO PADRÃO",

  • NÃO REALIZAR ESCOLTAS;
  • SÓ FORNECER ALIMENTAÇÃO;
  • NÃO OCUPAR MURALHAS,(em conf. com a lei 6,230 de 19/04/2001, art. 2º§2.º inciso IX)
  • NÃO OCUPAR GUARITAS;
  • VISITAS NO LIMITE COM REDUÇÃO DO HORÁRIO;
  • NÃO RECEBER ALIMENTOS PARA REEDUCANDOS

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Em mais uma ação da direção do Presidio Femino Santa Luzia Educação promove Dia Internacional da Solidariedade no Presídio

Sexta-Feira 31 de agosto de 2007 comemorou-se o Dia Internacional da Solidariedade, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, através da Gerência de Educação Étnico-Racial promoveu, das 14 às 17 horas, no Estabelecimento Prisional Feminino Santa Luzia, a oficina “Eu no Espelho”.
A proposta é trabalhar a auto-estima de mulheres aprisionadas na sua grande maioria negras e sem a funcionalidade da educação.
Umas das ações da Secretaria de Estado da Educação para enfrentar o problema do analfabetismo entre as presas é a instalação de uma sala de Educação de Jovens e Adultos, no Presídio. Para tanto, a diretora do EJA, Tereza Braga, participa em Brasília de capacitação sobre a educação em presídios.
Durante a programação da oficina, será entregue a premiação do concurso “Diferentes Belezas”, promovido dia 25 de julho, pela Gerência de Educação Étnico-Racial.
A construção da oficina conta com a participação fundamental de empresários locais, parlamentares e sociedade civil. Dentre os prêmios haverá TV, DVD, entre outros.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Secretaria Estadual de Educação Promove Encontro Alagoano de Educação no Presidio Santa Luzia








"Cidadãs Invisíveis : Mulheres Negras Aprisionadas"





A sanção da Legislação Estadual nº 6.824/07 em 02 de julho de 2007, pelo Governo do estado de Alagoas surge como um significativo espaço para a construção de uma pedagogia fundada na tolerância,no respeito, na alteridade e na interculturalidade, valendo-se da interdisciplinaridade e de abordagens e metodologias como uma resposta institucional de promoção a equalização de oportunidades de acesso, permanência e sucesso de alunos alunas negras à Educação Básica e combate uma das formas histórico-cultural de violência aos direitos humanos que é o racismo. Ao sancionar a legislação estadual o Governo potencializa políticas públicas abrangentes e cria espaço para a incorporação de paradigmas nos currículos escolares da história positiva da África, dos afro descendentes Brasileiros e alagoanos. A isso chamaremos educação cidadã.
Sem dúvida, a melhor arma para acabar, a longo prazo, com o fantasma do racismo e da discriminação racial é a educação, seguida do respeito à igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, conscientizando o novo cidadão /cidadã de que a cor da pele ou determinadas características humanas não fazem do indivíduo uma pessoa melhor ou pior, muito menos indigna dos mesmo direitos que lhe assiste. A cidadania deve ser plena para todos: mulheres e homens negros, brancos, favelados, ricos e pobres.
Partindo desse pressuposto a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte através do Núcleo Temático Identidade Negra na Escola promove dia 25 de julho de 2007 – Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha – o Encontro Afro Alagoano de Educação: Cidadã Invisíveis:Mulheres Negras Aprisionadas, que ocorrerá no Estabelecimento Prisional Feminino Santa Luzia, das 08 às 12 horas, tendo como sujeitos de direito 72 mulheres aprisionadas, 80% negras e 90% analfabetas.O papel da escola, dos meios de comunicação e da população em geral é de fundamental importância no combate ao racismo. O racismo que se infiltrou pode, da mesma forma, ser retirado do nosso convívio se houver uma participação clara e ativa da população. Não se trata de utopia, mas de um objetivo a ser alcançado.
Acreditamos que encontros como estes servem para expor a invisibilidade social na perspectiva de gênero e étnico- cultural e alertar a cultura societal de que é preciso articulações –sob a ótica dos diferentes sujeitos e ideologias social-calcadas entre a estrutura pública estatal, a iniciativa privada e a sociedade para quebrar o ciclo vicioso da violência humana que a discriminação racial incita. E, principalmente possibilitar principalmente um espaço de voz e de auto-estima para mulheres negras ou não, aprisionadas na busca de criar mecanismos de parceria para a ressocialização das mulheres aprisionadas. Nosso desafio com o Encontro Afro Alagoano de Educação Cidadãs Invisíveis: Mulheres Negras Aprisionadas, no dia 25 de julho- Dia Internacional da Mulher Afro Latina Americana e Caribenha é criar espaços de discussão e reflexão sobre a visando rediscutir a associação perversa entre negritude, pobreza e criminalidade produzida historicamente e consolidada pela cultura jurídica brasileira.